Um novo poema completo de Safo (poema Lobel-Page 58)

Ainda a propósito de Oxyrhynchus. Da abundante obra poética de Safo – nove volumes guardados na biblioteca de Alexandria – restam hoje um pouco mais de duas centenas de fragmentos, dos quais até há bem pouco tempo apenas um deles era um poema inteiro: o famoso Hino a Afrodite, o poema nº 1 da colecção de Lobel-Page. Além deste, existiam mais dois poemas quase completos, os fragmentos 16 e 31.

Em 2004, porém, uns fragmentos de papiro provenientes do invólucro cartonado de uma múmia egípcia, adquiridos pela Universidade de Colónia, foram identificados como contendo partes de um poema de Safo. Os académicos responsáveis não só procederam à identificação, mas associaram esses fragmentos a um papiro proveniente de Oxyrhyncus, o POxy 1787, e conhecido desde 1922 (ver Gronewald, M. e R. W. Daniel, 2004. “Ein neuer Sappho-Papyrus.” Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik 147:1–8). Este último tinha vários fragmentos de Safo, severamente mutilados e incompletos.

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